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17/02/2009
Produção de veículos quase dobra em janeiro
Em relação a dezembro, houve aumento de 92,7%. Para fevereiro, previsão da associação do setor é que a média diária de produção seja de 10,8 mil veículos, 21,4% acima da de janeiro.
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TATIANA RESENDE
DA REDAçãO
A produção da indústria automobilística cresceu em janeiro, mês em que foram fabricados 186,1 mil veículos no país, 92,7% a mais do que no mês anterior.
A Anfavea (associação de montadoras) preferiu não fazer projeções para o ano, mas adiantou que neste mês devem ser fabricados 21,4% veículos a mais por dia útil (10.800 unidades).
Já nas vendas, o aumento em janeiro foi de 1,5% (197,5 mil veículos) em relação a dezembro, com destaque para o licenciamento de automóveis (5,2%), impulsionado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), anunciada em 11 de dezembro e válida até março. Questionado sobre uma possível pressão das montadoras para prorrogar a vigência da redução nas alíquotas do imposto, o presidente da Anfavea, Jackson Schneider disse que ainda é cedo para fazer esse tipo de ponderação com o governo. Já Luiz Carlos Mello, diretor do Centro de Estudos Automotivos e ex-presidente da Ford no país, acha que a indústria automobilística já devia iniciar as conversas com o governo federal pedindo essa prorrogação.
Apesar da isenção de IPI também para caminhões, concedida pelo governo federal no dia 18 de dezembro após pressão de fabricantes e transportadoras de cargas, as vendas desse segmento tiveram uma queda de 23,9% em relação a dezembro e de 20,7% em relação a janeiro de 2008. Mas, segundo Mello, uma das explicações para esse fato é que boa parte da frota foi renovada no ano passado, o que diminui a demanda neste ano em meio à crise.
As exportações de veículos caíram quase pela metade se comparadas à dezembro, atingindo US$ 350,6 milhões em valor (-43,5%) e 22.600 unidades (-48,1%). Por outro lado, cresce a participação dos importados nas vendas, representando 19,6% dos licenciamentos no mês passado, contra 16% em dezembro e 13,9% em setembro. De acordo com Schneider, essa expansão, mesmo após o agravamento da crise e a elevação do dólar ante o real, pode ser justificada pelos estoques, mas admite que é preciso ficar atento.
Em janeiro, o número de empregados nas montadoras teve a terceira queda consecutiva, com o fechamento de 1.858 vagas. Nos três últimos meses, foram 5.458 postos, incluindo os contratos temporários. Com a melhoria da produtividade, ponderou Mello, parte desses empregos não será recuperada mesmo que as vendas voltem ao patamar pré-crise.
Fonte: Folha SP